Portal da Cidade Cabreúva

Julgamento

Pai de santo e esposa são condenados por matar e atear fogo em corpo de trans

Crime ocorreu em maio de 2020; a vítima (de 22 anos) foi encontrada carbonizada na zona rural de Itu

Publicado em 06/03/2023 às 11:30

Douglas e Natasha foram condenados por homicídio e ocultação de cadáver (Foto: Reprodução Facebook)

A dona de uma pensão para trans e travestis e o marido foram condenados por matar a trans Vick Santos estrangulada. O caso aconteceu no dia 28 de maio de 2020. A vítima, de 22 anos, foi encontrada carbonizada na área rural de Itu.
O julgamento aconteceu no Fórum de Sorocaba. Natasha de Oliveira foi condenada a sete anos de prisão no regime semiaberto, sendo seis anos pelo homicídio e um ano pela ocultação do cadáver.
Já Douglas de Barros foi condenado a 13 anos no regime fechado, sendo 12 anos pelo homicídio qualificado e um ano pela ocultação do cadáver.
Os dois também foram condenados ao pagamento de 10 dias multa e continuam presos.
Em nota enviada à Imprensa da região, os advogados dos acusados, Glauber Bez e André Devidè, informaram: "Nós, da defesa estamos satisfeitos com o resultado. A tese apresentada tanto pela acusação quanto pela defesa mostra o equilíbrio, coerência e equidade. Justiça foi feita."


O crime
O réu Douglas havia dado detalhes sobre o crime durante a reconstituição do assassinato da vítima, em Itu, em julho de 2020.
No dia da reconstituição, a Polícia Civil e a perícia fizeram o procedimento em dois locais. O primeiro foi em uma chácara, na zona norte de Sorocaba, onde também funcionava um terreiro. Douglas, que também é pai de santo, afirmou que matou Vick no local durante uma briga.
Ele contou para os policiais que, na ocasião, deparou com Vick na porta da chácara do casal e ela o teria ameaçado. Uma desavença por dívidas teria sido a causa da discussão.
Douglas afirmou também que conseguiu enrolar um lençol no pescoço de Vick, usando uma técnica de artes marciais. Horas depois, foi até uma pousada onde estava a esposa Natasha e contou sobre o crime.
Segundo apurado por um órgão de Imprensa regional, Natasha gerenciava mulheres trans e travestis e mantinha uma casa em um bairro nobre, onde Vick também foi moradora.
No dia do crime, conforme o relato de Douglas, o casal voltou à chácara. O corpo da trans foi colocado no carro e deixado na área rural de Itu. Em seguida, foi ateado fogo com a intenção de despistar a investigação.
À época, a defesa afirmou que Douglas agiu em legítima defesa e que Natasha não havia participado do homicídio.
Abaixo, foto de Carlos Dias retrata momentos da reconstituição; à direita, a vítima Vick Santos.


Fonte: Portal da Cidade Cabreúva

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