ABSURDO
Médico da Santa Casa disse que bebê estava morto. Exame confirma que está vivo
Jéssica Moraes, grávida de 4 meses, só foi encaminhada após pressão da família; ultrassom mostrou que o bebê está bem
Publicado em
20/06/2025 às 14:20
Atualizado em
Jéssica Moraes, de 30 anos, mãe de três filhos, passou por momentos de angústia e revolta após procurar atendimento na Santa Casa de Cabreúva. Grávida de quatro meses e com sangramento, ela ouviu de um médico que seu bebê havia morrido — sem que fosse realizado qualquer exame para confirmar a informação.
Encaminhada da UPA para a Santa Casa, Jéssica passou a noite em jejum aguardando exames. No plantão seguinte, ao procurar atendimento, recebeu o diagnóstico verbal do médico plantonista: “Seu bebê está morto. Vai pra casa, sente uma cólica, toma um banho e depois volta aqui.” Nenhum exame foi feito — nem ultrassom, nem toque, nem escuta dos batimentos do feto.
Revoltada e ainda sangrando, Jéssica voltou ao hospital com apoio da família, mas o mesmo médico manteve o tom irônico, dizendo que “sairia só uma bolinha” e que ela “não engravidaria de novo”. As enfermeiras afirmaram que não havia ultrassom funcionando nos fins de semana e que o único local com esse serviço, o Centro de Especialidades, estava fechado no bairro Jacaré. O encaminhamento ao Hospital Universitário foi negado pelo mesmo médico, alegando que não era emergência.
Somente depois que a família fez muito barulho, cobrou explicações e pressionou na porta da unidade, Jéssica foi finalmente encaminhada, nesta sexta-feira (20), para a cidade de Itupeva. Lá, ela passou pelo exame de ultrassom — e o resultado trouxe alívio: o bebê está vivo, com batimentos normais e tudo dentro da normalidade. Jéssica recebeu a receita correta e já está em casa, em observação.
O caso gerou revolta e escancarou a fragilidade da estrutura pública de saúde. “Se a gente tivesse aceitado a palavra dele, ela estaria em casa esperando perder o bebê. Ele disse que estava morto sem fazer nada. Isso é desumano”, desabafou uma das cunhadas de Jéssica.
A família agora pede providências. “Um hospital sem ultrassom, médico que não examina a paciente, e uma mãe quase perdendo o filho por negligência. Isso precisa mudar antes que algo pior aconteça.”
A Santa Casa não se manifestou sobre o caso.
Fonte: Portal da Cidade Cabreúva
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