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Mais que estrutura, Cabreúva precisa de mente aberta e atitude inclusiva

Barreiras invisíveis ainda afastam pessoas com deficiência da convivência

Publicado em 04/09/2025 às 13:21
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Mais que estrutura, Cabreúva precisa de mente aberta e atitude inclusiva (Foto: Internet)

Muita gente acredita que a maior dificuldade de quem tem deficiência está nas rampas que faltam, nos ônibus sem acessibilidade ou nos prédios sem elevador. Mas existe uma barreira ainda mais dura: a barreira atitudinal.

Ela aparece quando alguém olha para uma pessoa com deficiência e já presume que ela “não consegue”, “não sabe” ou “não pode”. Está presente quando uma criança não é convidada para brincar, quando um candidato é descartado numa entrevista de emprego sem ser ouvido, ou quando alguém fala com o acompanhante em vez de falar com a própria pessoa.

Essas atitudes, muitas vezes inconscientes, machucam mais do que a ausência de uma rampa. Porque não se trata apenas de estrutura física, mas de reconhecimento humano.

 Exemplos comuns de barreiras atitudinais:
  • Tratar pessoas com deficiência como “coitadas” ou como “heróis” o tempo todo.
  • Subestimar a capacidade de trabalho ou de aprendizado.
  • Usar termos pejorativos ou infantilizar um adulto com deficiência.
  • Ignorar a pessoa e falar apenas com quem a acompanha.

E isso não acontece só em pequenas situações do dia a dia. Um estudo recente mostrou como João, aprovado em 2º lugar no curso de Ciências Sociais da UFSCar, se recusou a assistir aulas que não tinham legenda, pois sabia que estava sendo excluído não por falta de inteligência, mas por falta de atitude inclusiva. Já Ana Rebeca, estudante cega, relatou que na universidade enfrentou professores e colegas que não sabiam como lidar com ela. Em suas palavras: “a estrutura sempre foi desafiadora, mas o que mais pesa é o desconhecimento sobre como conviver com uma aluna cega”.

A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) reconhece esse tipo de barreira como uma forma de exclusão. Isso significa que a mudança precisa começar dentro de cada um de nós: com respeito, informação e vontade de enxergar a pessoa antes da deficiência.
Quando derrubamos essas barreiras invisíveis, abrimos espaço para relações verdadeiramente humanas, baseadas no respeito e na igualdade.

Indicação de filme:
Colegas (2012) – uma aventura vivida por três jovens com síndrome de Down, que mostra de forma leve e inspiradora a importância de enxergar possibilidades, e não limitações.

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Fonte: Monica Monteiro

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