Portal da Cidade Cabreúva

Papo de Especialista

Compreender o TEA é tornar Cabreúva mais justa e acolhedora

Entender o TEA é o primeiro passo para tornar a cidade mais empática e acolhedora

Publicado em 30/10/2025 às 13:21
Atualizado em

Monica Monteiro - Especialista em Direito da Pessoa com Deficiência (Foto: Internet)

Você já ouviu alguém dizer que uma pessoa autista “vive no mundo dela”?

Essa é uma das frases mais comuns e também uma das mais equivocadas.

As pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não vivem em outro mundo. Elas vivem no mesmo mundo que nós, mas o percebem de forma diferente. E é exatamente por isso que entender o autismo é o primeiro passo para incluir de verdade.

O autismo é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a forma como a pessoa se comunica, interage e percebe o ambiente ao seu redor. Pode se manifestar de maneiras diferentes, por isso se fala em “espectro”. Há quem precise de apoio intenso no dia a dia, e há também quem seja totalmente independente. Nenhum autista é igual ao outro.

Em muitos casos, o que mais dificulta a vida da pessoa com TEA não é o autismo em si, mas a falta de acolhimento e de informação.

Um olhar de estranhamento, um comentário impaciente, uma escola despreparada ou um atendimento público sem empatia podem ser o que realmente exclui.

Quando uma cidade decide aprender sobre o autismo, tudo muda: o atendimento no posto de saúde melhora, a escola se torna mais acolhedora, o comércio aprende a reconhecer sinais, e o coração das pessoas se abre para a diferença.

Isso é inclusão de verdade, quando o respeito é natural, e não uma obrigação.

Por isso, se você tem um vizinho, um aluno, um amigo ou um familiar autista, busque conhecer mais. Pergunte, escute, aprenda. Cada gesto de compreensão constrói um futuro mais humano e mais justo.

Dica da semana:

Se você vir alguém usando o cordão de girassol, saiba que é um símbolo internacional que identifica pessoas com deficiências ocultas  como o autismo, a fibromialgia e outras condições.

Ele não é enfeite, é um pedido silencioso de empatia.

Redes Sociais: @eumonicaelafernanda. WhatsApp: (11) 94045-4976


Fonte: Monica Monteiro

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp