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Papo de Especialista

Autonomia e dignidade: o impacto do emprego na vida de PcDs

Em Cabreúva, inclusão no mercado de trabalho é desafio que começa em casa e exige apoio de famílias, empresas e sociedade

Publicado em 09/10/2025 às 13:50
Atualizado em

Monica Monteiro - Especialista em Direito da Pessoa com Deficiência (Foto: Internet)

O trabalho é mais do que uma fonte de renda. Ele representa dignidade, independência e pertencimento social. Para as pessoas com deficiência (PcDs), estar no mercado de trabalho significa conquistar autonomia e mostrar suas capacidades e ter possibilidades.

Em Cabreúva, temos muitas empresas que desejam contratar PcDs. Mas ainda vemos um desafio importante: muitas famílias acabam priorizando apenas o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e deixam em segundo plano a preparação de seus filhos para o mundo do trabalho.

O BPC é um direito importante e precisa ser respeitado. Mas nós, como mães e pais, precisamos lembrar de algo essencial: não estaremos aqui para sempre. Preparar nossos filhos para o trabalho não é tirar direitos, é dar ferramentas para que tenham uma vida mais completa, com independência, autoestima e possibilidades reais de futuro.

  • Inserir a PcD no mercado de trabalho é uma forma de cuidado e amor.
  • Capacitar nossos filhos para o emprego é garantir que eles caminhem com segurança quando não estivermos mais por perto.
  • Permitir que eles tenham experiências profissionais é acreditar no potencial que carregam.

É claro que há barreiras: falta de acessibilidade, preconceito e desconhecimento. Mas também há caminhos sendo construídos. Empresas em Cabreúva com mais de 100 funcionários conforme a Lei de cotas já realizam contratações, e várias iniciativas de inclusão vêm ganhando força. O próximo passo depende de nós: acreditar, incentivar e preparar nossos filhoe e filhas, pessoas com deficiência para o trabalho.

A verdadeira inclusão acontece quando as famílias, as empresas, governos, prefeituras e a sociedade andam juntas, criando oportunidades que respeitam direitos, mas também fortalecem a autonomia de cada pessoa.

Indicação de Filme: “Meu Nome é Rádio” (Radio, 2003)

Baseado em fatos reais, o filme conta a história de James “Radio”, um jovem com deficiência intelectual que conquista seu espaço em uma comunidade ao trabalhar junto com um time de futebol americano. A obra mostra como oportunidades e respeito podem transformar não só a vida da PcD, mas também a de todos ao redor.

Fica a reflexão: Quantas pessoas com deficiência você conhece que estão empregadas? E quantas poderiam estar, se tivessem apoio e incentivo desde cedo?

Vamos falar mais sobre isso? Entre em contato pelo WhatsApp (11) 94045-4976 ou pelas redes sociais @tesserah360 e @eumonicaelafernanda.

Fonte: Monica Monteiro

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